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Poesia, Ah a poesia!

Houve um tempo que a poesia foi mais presente na minha vida, tanto pelas brechas do relógio quanto pela melancolia que existia antes quando eu pouco entendia…. Não que eu entenda muito hoje….

Sem mais delongas, estou apenas escrevendo para deixar aqui registrada a poesia que usei na minha dissertação como epígrafe:

Delírios do Cárcere.

Conhece-te e não te escuta.
Ama-te e não te protege.
Vives,
pelo intenso prazer de viver,
aproveitando o livre momento
de ser quem és…
Dá à tua vida
teus sonhos,
tuas pulsões.
Forja-te da maneira mais brusca,
mas no fim o efeito é precioso.
Das razões dos sonhos,
da magia da vida,
na cinemática dos seres.
E o ir e vir incansável,
na tentativa de não te envolveres,
acabas preso nas redes que tu mesmo teceu.
Ilude-te com teu próprio cantar,
és tua própria sereia.
Tua loucura passa despercebida,
e em tuas crises,
chamam isso de amor.
Teu céu, arcos azuis, tuas estrelas pequenos pontos de lembrança…
a espera de que um dia viva-se loucamente.
E nos delírios do cárcere,
encontre tua liberdade.
Orginalmente publicado em: http://deliriosdocarcere.blogspot.com.br/ (23/02/2010, criado em junho de 2004)