O encontro entre criatividade, diversidade e IA
Na pauta do Women to Watch Summit 2026, a inteligência artificial foi apresentada não apenas como tecnologia, mas como um motor de mudança para a sociedade e, especialmente, para o mercado de comunicação. A conversa entre Eduardo Saron, presidente da Fundação Itaú, Dora Kaufman, professora da PUC-SP em IA e sociedade e senior fellow do CEBRI, e Amanda Graciano, fundadora da Trama, evidenciou que a IA pode ampliar significativamente a capacidade humana de criação e de alcance de mensagens, desde que aliada a uma leitura atenta de diversidade e contexto.
Antes de abrir a fala, Saron sinalizou que a IA não é um substituto da criatividade humana, mas uma ferramenta de ampliação — uma condição para quem lidera marcas, conteúdos e experiências. Nessa linha, a discussão explorou como a IA pode favorecer a personalização em grande escala, acelerar ciclos de produção e abrir novos territórios para a inovação, sem perder de vista a responsabilidade ética.
O que fica como aprendizado central é que a criatividade, para prosperar na era das máquinas, precisa de uma bússola de diversidade. Quando equipes diversas e vozes diferentes participam do desenho das soluções de IA, a tecnologia deixa de replicar padrões e passa a criar narrativas mais ricas e mais justas. Além disso, surgem perguntas sobre governança de dados, transparência algorítmica e a gestão de impactos — tópicos que já aparecem como condições de sucesso para quem pretende transformar conhecimento em valor de mercado.
Do ponto de vista estratégico, a conversa sugere que IA não é apenas automação: é uma alavanca de diferenciação. Marcas que entendem a dimensão humana por trás das máquinas — o modo como as pessoas se comunicam, sentem e respondem — conseguem traduzir insights em mensagens mais relevantes, ações de marketing mais eficazes e relações mais duradouras com o público. Nessa prática, as chamadas 9 dimensões da comunicação ganham vida como mapa para navegar entre criatividade, expressão, contexto e massa, sem perder o eixo da prosperidade.
O movimento é claro: a era da IA exige coragem para experimentar, responsabilidade para não apagar vozes e clareza para manter o foco no propósito. O ecossistema de comunicação precisa de liderança que una inovação, ética e lucro de forma harmônica, pois é nessa sinergia que a tecnologia se transforma em valor humano e financeiro sem ruídos desnecessários.
Como obra em construção, esse tema nos convida a olhar para o futuro com olhos abertos: criatividade ampliada pela máquina, diversidade como motor de qualidade e lucro sustentável como meta compartilhada. Esse é o convite para quem lidera marcas, conteúdos e organizações: transformar a curiosidade em estratégia e a estratégia em impacto real.Quais passos práticos você pode adotar hoje para alinhar criatividade, diversidade e lucro na era da IA?